terça-feira, 26 de agosto de 2008

Vestibular: Guerra Fria vira notícia e é tema de vestibular

Segunda, 25 de agosto de 2008, 12h06 Atualizada às 12h08
Guerra Fria vira notícia e é tema de vestibular

Quase duas décadas depois do final da Guerra Fria, a instalação de um escudo antimísseis americano em território polonês fez lembrar a época em que o mundo se dividia entre americanos e soviéticos.

Os americanos alegam que o escudo - um sistema de 10 mísseis interceptadores, na Polônia, e radares na República Tcheca - servirá para proteger a Europa de mísseis nucleares de longo alcance vindos do Irã ou da Coréia do Norte. O governo russo, porém, diz ser uma manobra para enfraquecer sua posição na região.

Tudo isso é muito sensível, explica o professor de História do Elite Pré-Vestibulares Rafael Menezes, por mexer com uma antiga rivalidade. Por 40 anos, Polônia e República Tcheca integraram a Cortina de Ferro, área de influência soviética. Hoje, apesar de o comunismo ter sido descartado pela Rússia, o país ainda é uma potência regional que cuida de seu patrimônio. As guerras dos Estados Unidos são travadas na Ásia Central - Iraque e Afeganistão - próximas de regiões russas ricas em gás natural e petróleo. "Essa proximidade traz o risco de futuras tensões entre os dois países", explica Menezes.

É uma boa ficar ligado na diferença entre as tensões atuais e as que fizeram Sylvester Stallone demolir o russo Ivan Drago em Rocky IV, filmado nos anos 80, ou que levaram os americanos a boicotarem a Olimpíada de 1980, em Moscou, e os russos devolverem a gentileza em 1984 (Los Angeles).
Antes, a questão era principalmente ideológica: resultados econômicos, tecnológicos ou esportivos eram buscados para comprovar a superioridade de um dos sistemas. Hoje, a expansão da economia russa depende de manter a influência na região. "A grande herança da Guerra Fria na geopolítica atual foi o fim de um sistema mundial de poder e a origem do conturbado e instável período atual", diz Rafael Menezes.

Redação Terra

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